Reflorestamento composto por 1 trilhão de árvores pode contar o aquecimento global, diz estudo

O aquecimento global é uma realidade. A temperatura média do planeta registrada nas últimas décadas teve um aumento anormal causado por intensas emissões de gases que agravam o efeito estufa. A questão é associada às atividades humanas não sustentáveis, que não se preocupam e nem garantem a existência dos recursos naturais para futuras gerações.

Todo o problema em torno do aquecimento global é relacionado por cientistas e pesquisas à poluição, às queimadas e ao desmatamento, três elementos que estariam na lista dos principais vilões. Segundo um estudo publicado pela Revista Science, a melhor solução para isso é o reflorestamento, com plantio massivo de árvores em locais subutilizados.

Já era discutido pelo mundo que a restauração de florestas poderia contribuir para o clima, mas ainda sem conhecimento científico para mensurar o impacto disso. Este estudo é o primeiro que mostra quantas árvores a mais o planeta suporta, onde elas poderiam ser plantadas e quanto de carbono conseguiriam absorver.

De acordo com a pesquisa, além de, obviamente, preservar nossas florestas, a melhor solução para reduzir o excesso de dióxido de carbono na atmosfera e conter o aquecimento global é plantar árvores em todos os espaços possíveis do planeta que não são ocupados nem por zonas urbanas, nem pela agropecuária.

Na prática, isso significaria a necessidade de plantar 1,2 trilhão de mudas. Esse número corresponde a quatro vezes mais do que o total de árvores que existem na floresta amazônica. Hoje, a estimativa é de que existam cerca de 3 trilhões de árvores no planeta. Se todo esse reflorestamento for feito, os níveis de carbono na atmosfera poderiam cair 25%. Ou seja, retornar a padrões do início do século 20.

Graças aos resultados do estudo, agora existem indicações definitivas das áreas de potencial terrestre para reflorestamento. Segundo os pesquisadores, mais da metade delas está concentrada em seis países, nesta ordem: Rússia, com 151 milhões de hectares disponíveis; Estados Unidos (103 milhões); Canadá (78 milhões); Austrália (58 milhões), Brasil (50 milhões) e China (40 milhões).

 

Nossos projetos, você e o mundo inteiro

Não só na preservação do que ainda está vivo, mas também no plantio de novas árvores, todos nós podemos e devemos contribuir de alguma forma. O Semente trabalha para que medidas e soluções inovadoras consigam visibilidade, além de facilitar o processo de seleções assertivas de projetos socioambientais pelos órgãos públicos.

Assim como os cientistas que participaram do estudo, defendemos uma campanha global que deve envolver os três setores: público, privado, organizações sociais e também pessoas físicas. Afinal, como comprovado pela pesquisa, o plantio deve ser feito em todos os espaços relativamente ociosos, independentemente de quem seja responsável pelo local.

Podemos nos envolver e participar de uma solução climática na qual conseguimos causar impactos positivos e concretos. Você pode cultivar árvores, doar valores em dinheiro para instituições sociais e projetos de reflorestamento ou, até mesmo, optar por comprar produtos do seu dia a dia vindos de empresas que investem em medidas socioambientais.

 

Dados e processos do estudo científico

Para realizar a pesquisa, foi utilizado um conjunto global de dados de observações de florestas e o software de mapeamento do Google Earth Engine. Todas as coberturas de árvores em áreas florestais da terra, de florestas equatoriais até a tundra do Ártico também foram analisadas. No total, 80 mil fotografias de satélite de alta resolução passaram pela avaliação dos cientistas. Com as imagens, a cobertura natural de cada ecossistema pôde ser somada.

Quer entender melhor as técnicas utilizadas e os resultados alcançados? Leia a matéria completa divulgada pela BBC, fonte utilizada para este texto.

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